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Compartilho do pensamento de Virgílio, para mim:

“Há pouca razão nas armas.”

Até porque os países mais seguros do mundo, em regra geral, tem leis muito restritivas sobre armas de fogo. Dificultam sobremaneira, ou simplesmente de forma categórica não permitem, que os cidadãos comuns se armem. E, cabe ainda lembrar, estabelecem no ordenamento legal, punições muito severas para quem estiver na posse ilegal de armas de fogo.

Na China, com a maior população do mundo, por exemplo, nenhum cidadão pode ter armas. A pena estabelecida é de três anos de cadeia para quem tiver armas, além de estabelecer prisão perpétua para quem traficá-las. Na Indonésia, país de maioria muçulmana, com mais de 260 milhões de habitantes e muita pobreza, só é permitido ter armas de caça, jamais pistolas ou armas militares, e mesmo assim depois de um longo e dificílimo processo de habilitação. No Japão, a seu turno, país também asiático, porém desenvolvido, é simplesmente proibido ao cidadão comum portar armas de fogo. As exceções são somente para os armamentos de caça, e novamente, raros e difíceis. Na Europa, o velho continente, onde temos níveis socioeconômicos invejáveis e muita segurança pública para todos, as leis são igualmente muito restritivas e severas.

E o contrário é verdadeiro: os países onde há menos restrição e fiscalização da posse e porte de armas são os mais violentos. Entre os ricos, o único que tem leis lenientes e sistema frouxo é os Estados Unidos da América, e é o único país rico muito mal classificado no ranking geral.

Naturalmente, não basta haver lei, atributo do Poder Legislativo. O Executivo e o Judiciário têm que garantir o seu cumprimento, o que entre nós brasileiros, parece-nos algo quase impossível, na prática. E não adianta somente proibir o cidadão comum e honesto de ter armas, e não punir pesadamente o porte ilegal das mesmas, bem como, o seu tráfico. Para um país não ser violento, para mim é uma verdade absoluta, ninguém pode ter armas: nem o cidadão honesto, muito menos os malfeitores.

E quando ninguém usa armas, a polícia também não usa – o que é a regra nos países seguros em geral, salvo situações emergenciais. Na maior parte da Europa e no Japão, o policial normalmente não porta arma de fogo, só armas não letais, como spray de pimenta, tasers, cassetetes.

Não bastasse esta realidade mundial, aqui entre nós, a maioria dos brasileiros é contra a liberação de armas de fogo. Tal conclusão encontra fundamentos em uma pesquisa da Datafolha, divulgada no dia 08 de janeiro deste ano sobre o tema.
Segundo este levantamento, 56% dos entrevistados pela pesquisa é contra a ampliação do porte legal, hoje restrito a uma pequena parcela da sociedade.

Segundo o economista Daniel Cerqueira, que também serve de estribo para nossa posição anti armamentista, cada ponto percentual de aumento do número de armas de fogo resulta num crescimento de 2% no número de vítimas.

Frente a estas ponderação e números, pensamos que se outros países, que tem como nós, grande contingente de jovens, grande desigualdade social e baixa escolaridade, como a Indonésia e a China, conseguem combater a violência sem armas, nós também somos capazes.

Basta nos espelharmos nos países que venceram a criminalidade aplicando uma regra de fácil entendimento: desarmamento total, junto com uma punição dura para armas ilegais e o tráfico delas. Esse é o caminho. Aliado a isto, por certo será decisivo, para vencer a violência, a presença massiva do estado em proporcionar serviços públicos, assegurando o acesso a educação e a saúde, principalmente nas regiões mais críticas. E não há outro caminho possível, salvo se estivermos a serviço da indústria bélica ou tentando vender terras na lua.

(Carimbo Comemorativo)

Em nosso modo de ver devemos seguir a máxima do Profeta Isaías: transformar as espadas em arados e as lanças em foices.

Conhecendo o autor:
Mantenedor do Portal do Filatelista Temático
CARLOS DALMIRO SILVA SOARES é atuante filatelista temático (hobby pelo qual é apaixonado desde a infância), jurado FEBRAF, palestrante filatélico, bem como, coordenador da comissão para juventude da Federação Brasileira de Filatelia (FEBRAF), representando o país nas correlatas existentes na FIAF e na FIP. Coleciona os seguintes temas: petróleo, energia nuclear, terremoto, Lenim, Centauros e Orixás.

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Jan 1, 1970
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